segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

IP e Orsa concluem joint venture na área de papelão


IP e Orsa concluem joint venture na área de papelão

A americana International Paper (IP) anunciou nesta segunda-feira a conclusão de acordo com o grupo brasileiro Orsa para a criação da Orsa International Paper Embalagens, joint venture que atuará no mercado de papelão ondulado.
Conforme o acordo anunciado em outubro passado, a IP deterá 75% da operação. O Grupo Orsa, controlador da Jari Celulose, Embalagens e Papel, cujos ativos serão operados pela joint venture, terá os 25% restantes.
O acordo incluiu investimento de US$ 470 milhões (R$ 952 milhões) feito pela IP e foi concluído no prazo previsto anteriormente pelas empresas (primeiro trimestre de 2013).
A nova companhia, terceira maior do setor de papelão ondulado no País, contará com três fábricas de papel para embalagens e quatro unidades de produção de embalagens de papelão ondulado. O acordo entre as empresas não incluiu os negócios florestais e da área de celulose do Grupo Orsa.
“A Orsa International Paper Embalagens já nasce como uma empresa forte e com potencial de crescimento acelerado, pois reúne a líder mundial na produção de embalagens com uma das principais companhias brasileiras, com grande conhecimento do mercado nacional”, destacaram em nota o presidente da International Paper America Latina, Jean-Michel Ribieras, e o presidente do Grupo Orsa, Sergio Amoroso.
Em coletiva de imprensa realizada em outubro passado, os executivos já haviam destacado que a joint venture tem planos de crescer rapidamente. É possível que os primeiros anúncios de aumento de capacidade ocorram ainda este ano, apesar de o discurso oficial estabelecer que a prioridade neste primeiro momento é adequar as atividades da joint venture à nova realidade da empresa, agora controlada pela IP.

Resistência na Jari Celulose Monte Durado
Em decorrência dessas alterações, a Jari Celulose Monte Dourado pretende interromper as atividades no dia 15 de janeiro. O Sindicato Local está em plena luta contra essa decisão que provocará graves problemas sociais na região, com desemprego em massa.
A direação do Grupo apresentou algumas propostas para os trabalhadores, mas a maioria dessas propostas foi rejeitada, pois preservam apenas os interesses da empresa  e representam grandes e dolorosos sacrifícios aos trabalhadores.

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